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Nevid realiza a 'Campanha do Laço Branco'

O Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES), por meio do Núcleo de Enfrentamento da Violência Doméstica contra a Mulher (Nevid), promoveu na terça-feira (06/12), a "Campanha do Laço Branco". A equipe do Nevid distribuiu rosas brancas e marcadores de livro para mais de seis mil homens funcionários e colaboradores da ArcelorMittal Tubarão.
 
A campanha é realizada anualmente. Em 2015, a equipe do Nevid distribuiu flores brancas e panfletos em frente ao Shopping Vitória e à Assembleia Legislativa, como forma de chamar a atenção para o Dia de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres.
 
Neste ano, a ArcelorMittal foi escolhida para sediar as ações da campanha por ser um local de trabalho predominantemente masculino. Em outubro, durante a Semana Interna de Acidente de Trabalho, Meio Ambiente (SipatMA) e Semana de Saúde 2016 da ArcelorMittal Tubarão, a equipe do Nevid participou da abertura do evento, lançando a campanha de conscientização. Na ocasião, os homens foram convidados a assinarem, em caneta branca, um grande laço preto feito em madeira. Hoje, repleto de assinaturas, o laço foi transformado para a cor branca, representando a paz e o comprometimento dos homens nessa causa.

“A entrega da rosa branca aos homens representa a necessidade de quebrarmos paradigmas, descontruirmos o machismo e sexismo que imperam em nossa sociedade. É o Ministério Público Capixaba pelo fim da violência contra as mulheres”, ressaltou a promotora de Justiça e dirigente do Nevid, Cláudia Regina Santos Albuquerque Garcia.
 
Trata-se de uma campanha internacional que, no Brasil, passou a ser comemorada a partir de 2007, por força de Lei Federal. A ideia é mobilizar os homens no combate à agressão contra as mulheres no dia 6 de dezembro, em razão da data que marca o massacre ocorrido em Montreal, no Canadá. Em uma escola técnica naquele país, em 1989, o estudante de Engenharia Marc Lepine retirou de uma sala de aula os 48 rapazes e assassinou as 14 colegas mulheres, suicidando-se em seguida. Ele entendia que, por ser Engenharia uma profissão masculina, as mulheres estariam invadindo espaços que não lhes pertenciam.