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OPERAÇÃO BOTA PRETA - NOTA 2

O Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), e a Polícia Civil, com o apoio da Diretoria de Inteligência Prisional (DIP) da Secretaria de Justiça (Sejus), e do Núcleo de Inteligência da Assessoria Militar do MPES, deflagrou hoje a operação denominada “Bota Preta”. A operação investiga, desde janeiro de 2018, um esquema de corrupção e facilitação de fuga de presos no município de São Mateus, entre outros crimes, que, em tese, configuram organização criminosa dirigida à prática de corrupção passiva, prevaricação, corrupção ativa, favorecimento real, fuga de pessoa presa (artigos 317, §1º, 319-A, 333, 349-A e 351, §1º do Código Penal) e organização criminosa (art. 2º, §1º c/c §4º, inciso II da Lei nº 12.850/2013).

Com base em investigações preliminares e interceptações telefônicas, autorizadas pelo Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES), foram deferidos e estão sendo cumpridos sete mandados de buscas e apreensão, seis mandados de prisão e um de afastamento cautelar nos municípios de São Mateus, Vila Velha, Linhares e Nova Venécia, dentre outras medidas.

Todos os presos foram encaminhados para a Delegacia de Polícia Judiciária (DPJ) de São Mateus e, posteriormente,  conduzidos para o Complexo Penitenciário de Viana. Um dos acusados não foi encontrado e, portanto, como existe mandado de prisão em desfavor dele, está automaticamente na condição de foragido da Justiça.

Estão participando da operação seis promotores de Justiça, servidores do Ministério Público e 15 policiais militares Núcleo de Inteligência da Assessoria Militar do MPES e mais 13 policiais civis, nove agentes da DIP da Sejus e sete delegados da Polícia Civil.

O nome da operação, Bota Preta, faz referência à forma como são chamados os inspetores penitenciários, os antigos agentes, pelos presos.

Fotos da operação