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MPES debate saúde materno infantil

O Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES), por meio do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) e do Centro de Apoio Operacional de Implementação das Políticas de Saúde (Caps), realizou na sexta-feira (30/11) o I Encontro de Promotores de Justiça em prol da Saúde Materno Infantil do Espírito Santo, no auditório da Procuradoria-Geral de Justiça, em Vitória.

O evento teve como objetivo municiar com informações os membros do MPES em prol das adequações necessárias diante das inconformidades existentes na atenção à saúde materno-infantil no Estado. Participaram membros, servidores e colaboradores da instituição, representantes do Conselho de Secretários Municipais de Saúde (COSEMS), das secretarias municipais de Saúde, da Secretaria de Saúde do Estado do Espírito Santo (Sesa) e profissionais da área.

Abrindo o evento, o subprocurador-geral de Justiça Institucional do MPES, Alexandre José Guimarães, destacou a importância de se debater o assunto. “Falar da saúde materno-infantil é fundamental porque perpassa, sobretudo, pelos direitos fundamentais da pessoa humana”, afirmou.

A promotora de Justiça e dirigente do Caps, Inês Thomé Poldi Taddei, agradeceu a participação dos profissionais da Saúde e falou dos desafios que as gestantes enfrentam na rede pública. “É lamentável que a qualidade do pré-natal e atenção hospitalar ainda sejam questões de maior desafio, e que gestantes desconheçam sua vinculação hospitalar por falta de classificação de risco no pré-natal”.

A médica pediatra Edna Cellis Vaccari Baltar, ao palestrar com o tem "Os mil dias da criança", mostrou a importância do cuidado necessário com os recém-nascidos desde os primeiros anos de vida e, principalmente, no período de gestação. “A falta de cuidado na gestação, no parto, nascimento e primeiros anos de vida da criança podem levar a doenças na fase adulta. Assim como um ambiente de pobreza, abuso, maus-tratos e privações podem levar a criança a uma série de doenças crônicas e insuficiências no desenvolvimento cerebral”, afirmou.

O médico Ary Célio de Oliveira, especialista em Ginecologia e Obstetrícia, na palestra “Atenção à saúde materno-infantil no ES”, apresentou o panorama da saúde materno-infantil de todas as regiões do Estado, destacando casos e problemas que poderiam ter sido evitados com políticas básicas de saúde voltadas para as gestantes. “Oitenta e cinco por cento das mortes maternas e infantis são perfeitamente evitáveis. Precisamos trabalhar isso. A mulher tem que chegar na unidade de saúde e ter direito a atendimento, ser bem atendida, fazer seus exames, não precisar esperar de 15 a 20 dias para saber se estar grávida, fazer os testes de HIV, Sífilis e hepatites. Temos os protocolos e insumos, falta as unidades colocarem em prática”. 

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