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Delegados e agentes da Polícia Civil são afastados por crime de improbidade

Dois delegados, três investigadores e uma escrivã da Polícia Civil foram afastados dos cargos por facilitar a fuga de um preso e participarem de esquema para concessão de regalias. O afastamento é resultado de uma Ação Civil Pública (ACP) ajuizada pelo Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES), por meio da Promotoria de Justiça de Controle Externo da Atividade Policial. Outras quatro pessoas, entre elas o advogado do detento, também são acusadas de envolvimento no crime.

Em julho de 2016, um inquérito instaurado para apurar a fuga de um detento do 24° Distrito Policial de Novo Horizonte, no município da Serra, apontou que o crime foi facilitado pelo delegado e pelo investigador da unidade, únicos responsáveis pelo preso durante a detenção. Eles foram os mesmos que removeram o custodiado do Centro de Detenção Provisória de Viana (CDPV-ll) para a realização de supostas oitivas na delegacia.

A investigação constatou também que o preso já havia sido encaminhado para a mesma unidade policial outras oito vezes, para que pudesse desfrutar de regalias, como uso de telefone celular, receber visitas íntimas, fazer refeições diferenciadas, entre outros privilégios.

Os mesmos fatos foram identificados também no 29° Distrito Policial de Jacaraípe, para onde o custodiado foi encaminhado duas vezes, e onde, além do delegado, dois investigadores e uma escrivã tinham conhecimento da prática. A investigação apontou que o advogado do custodiado e o estagiário do advogado eram responsáveis por intermediar o contato com os delegados e garantir os privilégios.